terça-feira, 5 de março de 2013

PRETOS VELHOS


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São entidades que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do Tríplice Caminho (AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade + sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por vir.
São os mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.
Os Pretos Velhos: Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.
Os Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os médiuns incorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos próprios


Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó Maria Conga, Vovó Catarina. Pai Jacó , Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita, Vovó Joana dentre outros.
Na Umbanda os Pretos velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura noBrasil.
Os pontos servem para saudar a presença das entidades, firmar sua força durante os trabalhos espirituais e envolver a todos presentes, mas principalmente aos médius de incorporação, como uma harmonia a ajudá-los a se desligarem para que esta ocorra.
Pontos de preto velho:
Saudação dos Pretos Velhos quando iniciada uma gira
Bate tamborlá na Angola, bate tambor
Bate tambor
lá na Angola, bate tambor...
Bate tambor, Pai Joaquim*...
Bate tambor, Maria Conga*...
Bate tambor, Pai Mané*...
(* coloca-se o nome dos pretos velhos da casa)

Eu andava perambulando,
sem ter nada p'ra comer
Fui pedir as Santas Almas
Para vir me socorrer
Foi as Almas que me ajudou
Foi as almas que me ajudou
Meu Divino Espírito Santo
Glória Deus, Nosso Senhor
Nessa casa
tem quatro cantos
Cada canto tem um santo
Pai e filho, Espírito Santo
Nessa casa tem 4 cantos...

Quem vem, que vem lá de tão longe?
São os pretos velhos que vem trabalhar
Quem vem, que vem lá de tão longe?
São os pretos velhos que vem trabalhar
Ô da-me forças pelo amor de Deus, meu pai
Ô da-me forças pros trabalhos teus

Zum zum zum
Olha só Jesus quem é
Eu rezo para santas almas
Inimigo cai
Eu fico de pé

O preto por ser preto          
Não merece ingratidão
O preto fica branco
Na outra encarnação
No tempo da escravidão
Como o senhor me batia
Eu chamava por Nossa Senhora, Meu Deus!
Como as pancadas doíam

Tira o cipó do caminho,
oi criança
Deixa a vovó atravessar
Tira o cipó do caminho,
oi criança
Deixa a vovó atravessar

A bença Vovô
Quando precisar lhe chamo
A bença Vovô
Quando precisar lhe chamo
Zambi lhe trouxe, Zambi vai lhe levar
Agradeço a toalha de renda de chita de pai Oxalá

Vovô já vai, já vai pra Aruanda...
Abença meu pai, proteção pra nossa banda
Pontos de Pretos Velhos:
Negro está molhado de suor, mas tá feliz porque Deus o libertou (bis);
Ô sinhá sinha, segura a chibata não deixa bater, faz uma prece prá negro morrer, negro não quer mais sofrer (bis);
Ponto p/firmar a gira: Viva Deus, viva a Gloria, viva o rosário de nossa Senhora (bis);
Ponto para benzimentos: Pai João d"angola com sua ternura, sentado no tronco ele benze as criaturas(bis), a estrela de Oxalá seu ponto iluminou, ele é Pai João d"angola ele é nosso protetor;
Ponto de subida de pretos velhos: Já vai pretos velhos subindo pro céu e nossa senhora cobrindo com véu (bis).






A linha de Preto velho, na Umbanda, são entidades que se apresentam estereotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia Divina e manipulação de ervas, o qual aplicam frequentemente em sua atuação na Umbanda, porém no Candomblé são considerados Eguns.
Crê-se que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro (período de trevas no território brasileiro), a linha de preto velho reflete a humildade, a paciência e a perseverança característica da atuação da linha nominada de Yorima, cujo apresenta-se de pés no chão, cachimbo de barro bem rústico, quando não cigarro de palha, café, e um fio de contas de rosários (Lágrima de Nossa Senhora) e cruzes, figas e patuás os quais utilizam magisticamente em sua atuação astral.
Os pretos velhos apresentam-se com nomes de individualizam sua atuação, do Congo, de Angola, evidenciando sua atuação propriamente dita e procedência.
Em sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram:
  • Congo_ Ex: (Pai Francisco do Congo), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;
  • Aruanda_ Ex: (Pai Francisco de Aruanda), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
  • D´Angola_ Ex: (Pai Francisco D´Angola), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
  • Matas_ Ex: (Pai Francisco das Matas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
  • Calunga, Cemitério ou das Almas_ Ex: (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluayê;
Entre diversas outras nominações tais como: _Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc...
Muitos Pretos velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos velhos. Na gira eles só comem tutu, café sem açúcar, manjar, bolo de fubá, doce de abóbora, mandioca, arroz doce, bolo de milho, pamonha, cural e etc. Algums tomam chá, com folhas específicas da linha de pretos velhos, outro tomam vinho tinto (sangue de Cristo).










Pai Benedito de Angola Pai Benedito de Angola é um velhinho bem simpático, de poucas falas, tem os cabelos e a barba bem branquinhos, olhos castanhos claros e bem negro. Viveu em Angola entre o ano de 1608 a 1630, logo depois foi vendido como escravo para fazendeiros brasileiros. Viveu sempre em cativeiro, trabalhando na lavoura de cana-de-açúcar. Naquele tempo já possuía o dom da cura, pois com as ervas já curava os ferimentos de seu povo, que eram feitos através das chibatas dos feitores e do trabalho árduo dos engenhos. Pai Benedito teve muitos filhos e netos, bisnetos, etc... Morreu aos 98 anos de velhice, cansado daquela vida. Mas antes de morrer tinha esperança na libertação de seu povo e de uma vida digna, em liberdade. Por serem espíritos que sofreram aqui na terra, são espíritos calmos, de muita sapiência, pois na época a única coisa que possuíam era à força de nosso Pai. Pai Benedito aqui no terreiro que trabalha na linha de Oxóssi, falange dos Pretos Velhos, é benzedor, mandingueiro, usa ervas e mel em seus trabalhos. Fuma cigarro de palha, cachimbo e às vezes charutos, toma água com mel e marafo com mel. Gosta de um bom feijão com farinha e rapadura. Seu temperamento é paciente, bom conselheiro, não fala muito. Não aprecia curiosidade inútil. Trabalha na umbanda e na quimbanda junto com Omulú, quando tem mandinga para ser tirada. Não gosta de injustiça, traição e nem orgulho e soberba de filho que trabalha em cajuá e nem de consulentes. Usa uma guia de contas de Nossa Senhora com crucifixo de madeira e duas figas uma de arruda e outra de guiné preta e vermelha ou preta e branca. Trabalha com o médium há algumas encarnações. Tem como cambone espiritual Pai Tomé que assume os trabalhos quando está na Quimbanda. Pai Benedito de Angola, trabalha para o homem físico no mundo material e no mundo espiritual, com as ervas de Oxóssi. Na Umbanda e na Quimbanda seus trabalhos são feitos nas matas e no cemitério, cruzeiros das almas. 
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"Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar..
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar! 
Quem é ?
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar..
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar!
Ele é do cativeiro
Ele é pai Benedito
Ele é mirongueiro !
Ele é do cativeiro
Ele é pai Benedito
Ele é mirongueiro !
 Adorei as Alnas 










AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.
A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;
A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;
A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.

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TRADUZINDO ALGUMAS LEMBRANÇAS DE PAI FRANCISCO..
São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.
A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor!
Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação.
Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor.
No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.
Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!
Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença.
Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.
Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor!

 Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia! 

Desejo que Oxalá o ilumine hoje e sempre! Nascemos para vencer e evoluir! Nascemos para conviver com Amor e tolerância! Somos todos irmãos! Nascemos para cumprir apenas uma passagem!

A verdadeira vida é a vida espiritual!

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Pai Joaquim de Angola

com o seu cachimbo e a pemba na mão
Com o seu cachimbo e a pemba na mão - 
Ele é um preto velho africano de bom coração
sentado  no seu Tocõ ninguem sabe a Força que Ele tem
Ele é o pai Joaquim de Angola e nessa Banda nunca perdeu pra ninguem
( carinho especial a  ELE)

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Pai Joaquim Dangola

Dim dim dim dim dim dim
Vamos saravá Pai Joaquim


Já encorei meu pandeiro
Já afinei a viola
Agora vou pro terreiro
Chegou Pai Joaquim Dangola
Dim dim dim dim dim dim
Vamos saravá Pai Joaquim

Toma cuidado menina
Pega de leve yaya
Você é Canga Mina
Mas eu também sou de lá
Dim dim dim dim dim dim
Vamos saravá pai Joaquim.

ADOREI AS ALMAS....

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Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente.
Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.
Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.
É maravilhoso poder trabalhar com esta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.
Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro.
Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha.
Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.
É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde.
Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço.
Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravizaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.
Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomás, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomás.
Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.
Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.
Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica.
Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada.
O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento.
Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando.
Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam.
Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água.
Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade.
Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida.
"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???"
Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.
Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus...
Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir.
Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar:
"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???"
Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai.
Jesus disse-lhe:
"- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!"
A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim.
O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha
Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo.
Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô.
Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos.
Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor.
O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.
O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador.
Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino.
Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse:
"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar."
O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí.
Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola.
Seu papel na escravidão foi importantíssimo.
Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha.
Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África.
Ao senhor, meu pai  querido , saravá!

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Oração ao Pai Joaquim
Para pedir e agradecer
Fogo Divino
 
Meu Bondoso e querido Pai Joaquim, tens sido um amigo de todas as horas em minha vida.
Não haverá palavras que consigam nascer do mais íntimo do meu ser que possam expressar o meu sentimento de gratidão pelo que tem feito por mim, por minha família e por meus amigos.
Eu te agradeço Pai amigo por todos os momentos em que estive sentindo-me abandonado, sem saída, sem forças e, apenas ao elevar o meu pensamento na tua direção sentia a intensidade da tua presença, do teu amor e minha alma refrigerar-se com a certeza de que tudo se resolveria.
Não consigo meu Pai, lembrar-me de uma única vez que minha vida não se tenha restaurado após tua intercessão.
Venho hoje te pedir que forme um grandioso círculo de proteção, de defesa a minha volta, limpando as formas-pensamentos que me possa tirar a alegria, que me possa trazer sofrimento; limpa a minha mente de qualquer pensamento que possa trazer-me influenciações negativas que venham prejudicar-me física e espiritualmente.
Guia-me pelo caminho reto, ative em meu espírito o Fogo Divino para aquecer minha alma, para que minhas atitudes sejam dignas do teu amor.
Continue a ser o intercessor junto ao Pai Celestial de todas as necessidades que tenho para que a felicidade seja plena em minha vida.
Movimenta as forças espirituais de cura para que o meu corpo físico seja sempre saudável e para que o meu espírito esteja sempre equilibrado mantendo-se em um estado vibracional elevado.
Pai Joaquim jamais me abandone, mesmo que eu na minha ignorância, na minha pequenez, na minha vaidade, no meu sentimento de orgulho, de prepotência, possa esquecer o quanto tu tens sido importante nessa minha caminhada terrena.
Quando penso o quanto tu amas a humanidade, o quanto tens trabalhado para a felicidade do ser humano, ganho em meu coração a certeza que jamais estarei só.
Deus amado eu agradeço por permitir que esse mensageiro do Teu Amor continue entre nós.
Eu te agradeço Pai Joaquim por tua amizade e por teu amor.
Eu te agradeço por estar ao meu lado, hoje e sempre.
E dou Graças a Deus!

                    Oração ao Pai Joaquim
             
Para pedir e agradecer


Fogo Divino

Meu Bondoso e querido Pai Joaquim, tens sido um amigo de todas as horas em minha vida.
Não haverá palavras que consigam nascer do mais íntimo do meu ser que possam expressar o meu sentimento de gratidão pelo que tem feito por mim, por minha família e por meus amigos.
Eu te agradeço Pai amigo por todos os momentos em que estive sentindo-me abandonado, sem saída, sem forças e, apenas ao elevar o meu pensamento na tua direção sentia a intensidade da tua presença, do teu amor e minha alma refrigerar-se com a certeza de que tudo se resolveria.
Não consigo meu Pai, lembrar-me de uma única vez que minha vida não se tenha restaurado após tua intercessão.
Venho hoje te pedir que forme um grandioso círculo de proteção, de defesa a minha volta, limpando as formas-pensamentos que me possa tirar a alegria, que me possa trazer sofrimento; limpa a minha mente de qualquer pensamento que possa trazer-me influenciações negativas que venham prejudicar-me física e espiritualmente.
Guia-me pelo caminho reto, ative em meu espírito o Fogo Divino para aquecer minha alma, para que minhas atitudes sejam dignas do teu amor.
Continue a ser o intercessor junto ao Pai Celestial de todas as necessidades que tenho para que a felicidade seja plena em minha vida.
Movimenta as forças espirituais de cura para que o meu corpo físico seja sempre saudável e para que o meu espírito esteja sempre equilibrado mantendo-se em um estado vibracional elevado.
Pai Joaquim jamais me abandone, mesmo que eu na minha ignorância, na minha pequenez, na minha vaidade, no meu sentimento de orgulho, de prepotência, possa esquecer o quanto tu tens sido importante nessa minha caminhada terrena.
Quando penso o quanto tu amas a humanidade, o quanto tens trabalhado para a felicidade do ser humano, ganho em meu coração a certeza que jamais estarei só.
Deus amado eu agradeço por permitir que esse mensageiro do Teu Amor continue entre nós.
Eu te agradeço Pai Joaquim por tua amizade e por teu amor.
Eu te agradeço por estar ao meu lado, hoje e sempre.
E dou Graças a Deus!


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Pretos velhos ou Pretos-velhos são entidades de umbanda, espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos[1] que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. São divindades purificadas de antigos escravos africanos.[2] Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".
O preto velho, na umbanda, está associado aos ancestrais africanos, assim como o caboclo está associado aos índios e o baiano aos imigrantes nordestinos.
São entidades que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do Tríplice Caminho (AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade + sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por vir.
São os mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.

A FUMAÇA DO CACHIMBO DO VÕVO


Foto

"Não tenho medo de macumba
Não tenho medo de macumba
Que dirá de macumbeiro!
Não tenho medo de feitiço
Não tenho medo de feitiço
Que dirá de feiticeiro!

Eu me chamo cipriano
Eu me chamo Cipriano
da senzala e da magia;
Se capino a mantiqueira
Se capino a Mantiqueira
Faço a Noite e faço o dia!"








Os Pretos Velhos: Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.
Os Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os médiuns incorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos próprios.Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó Maria Conga, Vovó Catarina. Pai Jacó , Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita, Vovó Joana dentre outros.
Na Umbanda os Pretos velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura noBrasil.
Os pontos servem para saudar a presença das entidades, firmar sua força durante os trabalhos espirituais e envolver a todos presentes, mas principalmente aos médius de incorporação, como uma harmonia a ajudá-los a se desligarem para que esta ocorra.
Pontos de preto velho:
Saudação dos Pretos Velhos quando iniciada uma gira
Bate tamborlá na Angola, bate tambor
Bate tambor
lá na Angola, bate tambor...
Bate tambor, Pai Joaquim*...
Bate tambor, Maria Conga*...
Bate tambor, Pai Mané*...
Bate tambor, Pai josé............


Eu andava perambulando,
sem ter nada p'ra comer
Fui pedir as Santas Almas
Para vir me socorrer
Foi as Almas que me ajudou
Foi as almas que me ajudou
Meu Divino Espírito Santo
Glória Deus, Nosso Senhor
Nessa casa
tem quatro cantos
Cada canto tem um santo
Pai e filho, Espírito Santo
Nessa casa tem 4 cantos...

Quem vem, que vem lá de tão longe?
São os pretos velhos que vem trabalhar
Quem vem, que vem lá de tão longe?
São os pretos velhos que vem trabalhar
Ô da-me forças pelo amor de Deus, meu pai
Ô da-me forças pros trabalhos teus

Zum zum zum
Olha só Jesus quem é
Eu rezo para santas almas
Inimigo cai
Eu fico de pé

O preto por ser preto
Não merece ingratidão
O preto fica branco
Na outra encarnação
No tempo da escravidão
Como o senhor me batia
Eu chamava por Nossa Senhora, Meu Deus!
Como as pancadas doíam

Tira o cipó do caminho,
oi criança
Deixa a vovó atravessar
Tira o cipó do caminho,
oi criança
Deixa a vovó atravessar

A bença Vovô
Quando precisar lhe chamo
A bença Vovô
Quando precisar lhe chamo
Zambi lhe trouxe, Zambi vai lhe levar
Agradeço a toalha de renda de chita de pai Oxalá

Vovô já vai, já vai pra Aruanda...
Abença meu pai, proteção pra nossa banda
Pontos de Pretos Velhos:
Negro está molhado de suor, mas tá feliz porque Deus o libertou (bis);
Ô sinhá sinha, segura a chibata não deixa bater, faz uma prece prá negro morrer, negro não quer mais sofrer (bis);
Ponto p/firmar a gira: Viva Deus, viva a Gloria, viva o rosário de nossa Senhora (bis);
Ponto para benzimentos: Pai João d"angola com sua ternura, sentado no tronco ele benze as criaturas(bis), a estrela de Oxalá seu ponto iluminou, ele é Pai João d"angola ele é nosso protetor;
Ponto de subida de pretos velhos: Já vai pretos velhos subindo pro céu e nossa senhora cobrindo com véu (bis).
A linha de Preto velho, na Umbanda, são entidades que se apresentam estereotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia Divina e manipulação de ervas, o qual aplicam frequentemente em sua atuação na Umbanda, porém no Candomblé são considerados Eguns.
Crê-se que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro (período de trevas no território brasileiro), a linha de preto velho reflete a humildade, a paciência e a perseverança característica da atuação da linha nominada de Yorima, cujo apresenta-se de pés no chão, cachimbo de barro bem rústico, quando não cigarro de palha, café, e um fio de contas de rosários (Lágrima de Nossa Senhora) e cruzes, figas e patuás os quais utilizam magisticamente em sua atuação astral.
Os pretos velhos apresentam-se com nomes de individualizam sua atuação, do Congo, de Angola, evidenciando sua atuação propriamente dita e procedência.
Em sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram:
  • Congo_ Ex: (Pai Francisco do Congo), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;
  • Aruanda_ Ex: (Pai Francisco de Aruanda), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
  • D´Angola_ Ex: (Pai Francisco D´Angola), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
  • Matas_ Ex: (Pai Francisco das Matas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
  • Calunga, Cemitério ou das Almas_ Ex: (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluayê;
Entre diversas outras nominações tais como: _Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc...
Muitos Pretos velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos velhos. Na gira eles só comem tutu, café sem açúcar, manjar, bolo de fubá, doce de abóbora, mandioca, arroz doce, bolo de milho, pamonha, cural e etc. Algums tomam chá, com folhas específicas da linha de pretos velhos, outro tomam vinho tinto (sangue de Cristo).
"AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".
Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.
A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;
A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;

A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.


Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação
Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.
Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de  Pretos-Velhos.


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                      A MENSAGEM DOS PRETOS-VELHOS 


A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".
Essa é a sabedoria dos Pretos-Velhos...


Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.


Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida:
"Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).


CARACTERÍSTICAS: 

Linha e Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida). 

Dia da semana: Segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Cor representativa: preto e branco; 
Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.

Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

COZINHA RITUALÍSTICA

Tutu de feijão preto 

Mingau das almas 
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de tapioca 
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha.
Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.


FORMAS INCORPORATIVAS E ESPECIALIDADE DOS PRETOS-VELHOS:

Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc...) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).
É possível ver Pretos-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, e apenas com movimentos dos ombros quando sentados.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. 
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.
Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

Pretos-Velhos De Ogum
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

Pretos-Velhos De Oxum
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.


Pretos-Velhos De Xangô
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos-Velhos De Iansã
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos-Velhos De Oxossi
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.

Pretos-Velhos De Nanã
São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.

Pretos-Velhos De Obaluaiê
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos-Velhos De Yemanjá
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Pretos-Velhos De Oxalá
São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos.
Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.


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  A FUMAÇA DO CACHIMBO DA VOVÓ
SO NÃO VÉ SO NÃO VE QUEM NÃO QUER
 MANDINGA DE PRETA VELHA
ELA TRAZ É NA SOLA DO PÉ
MANDINGA DE PRETA VELHA ELA TRAZ É  NA SOLA DO PÉ

MANDINGA DE PRETA VELHA ELA TRAZ É  NA SOLA DO PÉ.....





A Vovó Maria Conga

De onde ela veio? Angola, Congo, Moçambique, 

Guiné, Luanda, não importa, pois a sua 

presença representa um lenitivo para os nossos 

sofrimentos e uma lição de vida daquela preta 

velha, que com o seu cachimbo branco, saia 

carijó, terço de lágrimas de nossa senhora

 senta-se em um toco de madeira no terreiro e 

conta os fatos de sua vida em terra brasileira, 

começando dizendo que só o fato de podermos 

conviver com nossos filhos é uma grande 


dádiva. Vinda da África distante, filha de Pai 

Rei Congo, chegou à Bahia pelos navios 

tumbeiros a escrava que foi dado o nome de 

Maria. Como sua origem era da tribo do Rei do 

Congo, foi chamada de Maria Conga. Naquele 

tempo as negras eram coisas e destinadas a 

cuidar da lavoura, a procriar, a gerar filhos 

que delas eram afastados muito cedo, até 

mesmo antes de serem desmamados. Outras 

negras alimentavam sua cria ou de outras 



escravas, assim como tantos outros candengues 



foram amamentados pela Vovó Maria Conga. 

Quase todas as mulheres escravas se 

transformavam em mães; cuidavam das 

crianças que chegavam à fazenda sem saber 

para onde foram enviados os seus pais, rezando 

para que seus próprios filhos também 

encontrassem alento aonde quer que 

estivessem. Os orixás africanos, 

desempenhavam papel fundamental nesta 


época. Diferentes nações africanas que antes 

guerreavam, foram obrigadas a se unir na 

defesa da raça e todos os orixás passaram a 

trabalhar para todo o povo negro. As mães 

tomavam conhecimento do destino de seus 

filhos através das mensagens dos orixás. Eram 

eles que pediam oferendas em momentos 

difíceis e era a eles que todos recorriam para 

afastar a dor. Vovó Maria Conga para deixar 

de ser uma reprodutora passou a se utilizar de 

algumas ervas, e pelo fato de ser uma escrava 

forte, foi enviada para a plantação de cana, 

onde a colheita era sempre motivo para muito 

trabalho e uma espécie de algazarra contagiava 

o lugar, pois as mulheres cortavam a cana e as 

crianças, em total rebuliço, arrumavam os 

fardos para que os escravos os carregassem até 

o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas 

ocasiões que Maria Conga soube que um dos 

seus filhos, afastado dela ainda no período de 

amamentação, tinha se tornado um escravo 

forte e trabalhava numa fazenda próxima. 

Então o amor falou mais forte e seu coração 

transbordou de alegria e nada poderia 

dissuadi-la da ideia de revê-lo. Passou Maria 

Conga a escapar da fazenda, correndo de sol a 

sol, para admirar a beleza daquele forte negro. 

Nas primeiras vezes não teve meios de falar 

com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e 

não tardou para que os dois pudessem se 

abraçar e derramar as lágrimas por tanto 

tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca 

tinham se afastado, pois o amor os mantivera 

unidos por todo o tempo. Certa tarde, quase 

chegando na senzala, à negra foi descoberta. 

Apanhou bastante, foi acorrentada, mas 

sempre conseguia passar os seus pés pelos 

grilhões e não deixou de escapar novamente 

para reencontrar seu filho. Mais uma vez os 

brancos a pegaram na fuga, novamente a 

acorrentaram com os grilhões nos pés e como 

ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram 

encerrar a questão: queimaram sua perna 

direita, um pouco acima da canela, para que 

ela não mais pudesse correr.

Impossibilitada de ver o filho, com menor 

capacidade de trabalho e locomoção, Maria 

Conga começou o seu lamento de dor e passou a 

cuidar das crianças negras e de seus doentes. De 

repente, Maria Conga foi encontrada calada, 

triste, com o coração cheio de tristeza ao saber 

que seu filho tinha sido morto quando tentava 

fugir para vê-la. Seu comportamento mudou e 

de alegre e tagarela passou a ser muito séria, 

mas sempre cuidava dos escravos doentes e de 

outros negros que vinham procurar o seu 

conselho e contava histórias de reis negros para 

as crianças, de outras terras além mar, onde 


não havia escravidão. Um dia os escravos ao 

procurar pela Vovó Maria Conga dentro da 

senzala, estranharam o seu sono sereno e o seu 

semblante alegre ao dormir. Como o sol 

rompeu e a escrava não acordava os escravos a 

foram chamar, foi onde houve a surpresa, não 

encontraram o corpo, pois Maria Conga 

desencarnou e não mais estava neste plano 

terrestre, pois Orumilá a havia resgatado, para 

se tornar mais uma estrela da sua constelação. 

De nada adiantou os feitores açoitarem os 

escravos, pois os mesmos não sabiam como 

explicar o sumiço da escrava Maria Conga. 

Então os escravos passaram a adorar como 


uma santa e toda vez que necessitavam das suas 

curas , entoavam:

"Brilhou uma estrela no céu
Oxalá mandou Maria Conga na terra
E lá no mar as ondas batiam, saravando a preta 

velha Maria Conga 

Adorei as Almas!!! saravá  Maria Gonga!!!

HISTÓRIA DA VOVÓ MARIA CONGA 

Cenas de exaustivo trabalho em plantações de cana. É nisso que Vovó Maria Conga parece estar constantemente envolvida. 

Gosta de doces, cocada branca em especial, mas não dá demonstrações de ter sido esta sua principal ocupação na encarnação como escrava. 
... 
Sentada em um toco de madeira no terreiro contou, certa vez, alguns fatos de sua vida em terra brasileira. 

Começou dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. 

Naquele tempo as negras eram destinadas, entre outras coisas, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. 

Outras negras alimentavam sua cria, assim como tantos outros "filhotes" foram alimentados pela Mãe Conga. 

Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem. 

Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. 

As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor. 

Maria Conga teve que se utilizar de algumas "mirongas" para deixar de ser uma reprodutora, e assim, pelo fato de ainda ser uma mulher forte, restou-lhe a plantação de cana. 

A colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar. 

Enquanto as mulheres cortavam a cana, as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os homens os carregassem até o local indicado pelo feitor. 

Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela quando já sabia andar e falar, era homem forte, trabalhando numa fazenda próxima. 

Seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da idéia de revê-lo. Passou então a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. 

Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. 

Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo. 

Certa tarde, quase chegando na senzala, a negra foi descoberta. Apanhou bastante, mas não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. 

Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr. 

Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho, a Vó Maria Conga passou a cuidar das crianças negras e de seus doentes. Seu coração se encheu de tristeza ao saber que haviam matado seu filho quando tentava fugir para vê-la.Sua vida mudou. 

De alegre e tagarela passou a ser muito séria, cuidando do que falava até mesmo com os outros negros. 

Para as crianças contava histórias de reis negros em terras negras, onde não havia outro senhor. 

Sábia, experiente e calada, Vovó Maria Conga desencarnou. 

Com lágrimas na alma ela acabou seu conto. Disse que só entendeu a medida do amor após a sua morte. 

Seu filho a esperava sorrindo, guardião que fora da mãe o tempo todo em que aguardava seu retorno ao mundo dos espíritos.


Cenas de exaustivo trabalho em plantações de cana. É nisso 

que Vovó Maria Conga parece estar constantemente 

envolvida. 

Gosta de
 doces, cocada branca em especial, mas não dá 

demonstrações de ter sido esta sua principal ocupação na 

encarnação como escrava. ... 


Pontos dos Pretos-Velhos
Louvação aos Pretos-Velhos
Olelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Eu vou plantar neste quintal pé de pinheiro
Para mostrar como se quebra macumbeiro
O lelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Galo penacho bota macho na campana>
Neste terreiro galo velho não apanha> bis


Chora meu cativeiro
Meu cativeiro, meu cati verá >
Ora, chora> bis
Preto Velho que veio da Costa
Que veio do Congo, Luanda e Guiné
Preto Velho de Nossa Senhora
Vem no terreiro olhar filhos de fé
Chora meu cativeiro>
Meu Cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis


Firma ponto minha gente
Preto velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá o Preto Velho
Saravá, saravá, saravá,
Ele chegou no terreiro
Ele vem nos ajudar




Preto Velho tá quebrado>
De tanto trabalhar>
Preto Velho tá cansado>
De tanto curimbar> bis
Firma ponto, risca pemba>
Que é longa a caminhada>
Quem tem fé, tem tudo>
Quem não tem fé, não tem nada> bis


Meu pito tá apagado
Minha marafa acabou
Vou trabalhar pra suncê
Porque sou trabalhadô bis
Eu vou trabalhar
Suncê vai ganhar>
Muito bango, meu filho>
E depois vem me pagar> bis


Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa o corpo mole>bis
É mironga de Terreiro
Preto Velho vai tirar
Vai fazer reza bem forte
Pra mandinga afastar
Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa com o corpo mole>bis
Parece que é coisa feita
Preto Velho vai tirar
Mas não fique assustado
Deste mal vou lhe livrar
E depois você vai embora
Vai pra casa descansar
E depois que passar o tempo
Volte aqui me visitar



Pai João de Angola
Na Angola tem um velho
Que caminha devagar
Chama Pai João
Vamos saravar


Pontos da Tia Maria
Tia Maria chegou no gongá,
Galo cantou e eu vi uma coral piar.
Segura a pemba,
Passa a mão na ferramenta,
Pra chamar povo de Umbanda,
E vamos trabalhar. (bis)
Tira daqui,
Meu zifio, tira de lá,
No Gongá,
Olha a pemba de Pai Oxalá. (bis)


MUITA GENTE CHOROU
E AINDA VAI CHORAR
OUVINDO OS CONSELHOS DELA
OUVINDO OS CONSELHOS QUE DÁ
QUANDO FILHO DE UMBANDA
SE SENTA AOS PÉS DA VOVÓ
DESFIA ROSÁRIO DE LÁGRIMAS
QUE DA PENA, QUE DÁ DÓ
VOVÓ SÓ ESCUTANDO
MAS PROCURANDO ENTENDER
MAS SABE QUE FILHO DE UMBANDA
AINDA TEM MUITO QUE APRENDER
PORQUE ZAMBI É MAIOR
PORQUE ZAMBI É O CAMINHO
E QUEM TEM FÉ EM ZAMBI
NUNCA VAI FICAR SOZINHo


TUDO O QUE EU PEÇO
AO VOVÔ ELE FAZ
TAMBÉM O QUE EU PEÇO
A VOVÓ ELA FAZ
O QUE EU QUERO MAIS
O QUE EU QUERO MAIS
ELE É REI DE ARUANDA
MAS VOVÓ TAMBÉM MANDA
QUANDO OS DOIS PEDEM JUNTOS
NINGUÉM ME PASSA PRÁ TRÁS
O QUE EU QUERO MAIS
O QUE EU QUERO MAIS


Vovó tem sete saias,
Na última saia tem mironga.
Vovó pra veio de Angola,
Pra reza filhos de Umbanda. (bis)


Com seu patuá e a figa de guiné,
Vovó veio de Angola,
Pra salvar filhos de fé. (bis)


Cambina mamanhê
Cambina Mamãe-nhã
Oi segura a Campina que eu quero ver
Filhos de Umbanda não tem querer
Segura a Campina que eu quero ver
Filhos de Umbanda não tem querer


Tia Maria da Bahia
Ê Tia Maria, preta velha da Bahia> Refrão
Segura a barra da saia
Dança na ponta do pé
Quando pega no rosário
Traça Umbanda e Candomblé,
Tia Maria
Refrão
Rezadeira de quebranto
Mal olhado e desencanto
Feiticeira, curandeira
Dobradora de Junqueira, Tia Maria
Refrão
Ninguém segura seu ponto
Sua pemba e muita fé
E quem quiser falar com ela
Ganha figa de guiné, Tia Maria
Refrão


Tia Maria de Mina
Quem é a preta velha sentada no toco
Meu Senhor das Almas, me diga quem é?
É Tia Maria de Mina, meu filho
Trabalhando com fé
Trouxe arruda e guiné



Mãe Maria de Mina
Mãe Maria de Mina vem de Aruanda
Pra salvar seus filhos
Pra vencer demanda
Oh preta velha você não me engana
Amarra a saia com palha de cana
E o cigarro que ela fuma
É de palha de Aruanda


Pai Guiné
É o vento que balança a folha
Guiné
É o vento que balança a folha
É, é, é Pai Guiné
É o vento que balança a folha


Pai Benedito de Angola
Pai Benedito veio de Angola
Pai Benedito veio de lá
Firma a cabeça pra Pai Benedito
Vir trabalhar neste congá


 
Pai Benedito
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro > bis
É Pai Benedito, ele é mirongueiro> bis


Quenguelê, Quenguelê, Xangô>
Ele é filho da cobra coral >bis
Olha o preto está trabalhando
E o branco não está, está olhando...
Chora meu cativeiro, meu cativeiro>
Meu cativerá> bis
No tempo da escravidão
Preto Velho sempre trabalhou
Sentado na sua senzala
Batia tambor, saravá pai Xangô


Bate tambor lá na Angola>
Bate tambor> 3 x bis
Pai Maneco bate tambor
Pai José bate tambor
Pai Joaquim bate tambor
Bate tambor lá na Angola
Bate tambor> bis


Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro
Ele é Preto Velho
Ele é mirongueiro


Na fazenda de Santa Rita
Nego duro de se acordar
Não trabalha porque não quer
Tem cavalo pra arriar


Não vou plantar café de meia
Eu vou plantar canavial
Café de meia não dá lucro Sinhá dona
Canavial, marafo dá
Amarra o boi, Preto Velho >
Na porteira do congá > bis


Eiê, eiê, eiê, eiê, eiê
Oi, eiê, eiê, eiê, eiá>
O jongo é bom de lascar>
no terreiro de dona Sinhá> bis
Preto Velho baixa na terra
Faz coisas de admirar
Planta um pé de banana
Na mesma hora ela dá
O tronco solta o cacho
Se vê amadurecer
Preto Velho tira a banana
E dá pra todos comer
Isto que quero ver>
Pai de Santo que saiba fazer> bis
Oiê, Senhor Macuta
Oiê Senhor Macutá
Ele vem de Angola
Senhor Macutá
Chegou agora, Senhor Macutá
Com a mão na pemba
Alcançou vitória,
Senhor Macutá......




                              OFERENDA

 


























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                                                   PAI BENEDITO

                  

É Pai Benedito das Almas, preto velho mirongueiro!

Existe 7 linhas das Almas para esse preto velho...
Ele foi filho de uma escrava com um branco (um feitor), não era nem negro e nem branco (o que o fazia sofrer discriminação por ambas as partes) e nem tão velho por isso ele anda pouco curvado ,até porque sua linhagem de trabalho é a quimbanda, magia pesada.

Ele cresceu sofrendo muito porque tinha preconceito do branco e dos seus irmãos negros, foi um escravo reprodutor por ser muito forte. Logo depois de alguns acontecimentos como a morte de um feitor foi levado ao tronco e colocado para trabalhar na lavoura, sendo que quando foi à senzala logo adquiriu muito respeito dos seus irmãos, pois começou a curar e ajudar em fugas porque desde pequeno era amante das magias as quais aprendeu com um velho chamado Pai Barnabé que o ensinou desde pequenino a magia como também a luta dos negros (a capoeira).

Desencarnou mais ou menos aos 80 anos de idade, depois de enfrentar o senhor e seus feitores; demorou 45 dias para morrer: sem comer ou beber nada, o senhor da fazenda ficou receioso pelo fato dele não morrer de fome ou sede.

A sua raiva pelo branco o levou na espiritualidade a chefiar grandes falanges de escravos para se vingar do branco..sendo q foi arrebanhado por Barnabé ao trabalho de umbanda e logo percebeu q sem caridade não há salvação e também adquiriu grande respeito, onde ainda vai em umbrais e lugares muito pesados ajudando os espíritos perdidos e guiando a lugares melhores.

É um preto velho de muito conhecimento e poder dado por Deus e por seus conhecimentos antigos e curadores... é um rascunho da grande história q esse velho tem e conta para seus filhos de fé que são muitos.
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 PAI BENEDITO DO ROSARIO



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 PAI BENEDITO DE ARUANDA



Nasceu em Luanda, hoje capital de  Angola, na África em 1582.

Teve uma infância miserável como grande parte dos africanos de Luanda, quando jovem casou-se tendo filhos com esta esposa que veio a falecer depois de alguns anos.

Como a colonização do continente americano exigia trabalhadores braçais, muitos africanos foram extraditados de seu país de origem para a América do Norte, Central e do Sul. Entre esses milhares de negros que viriam a ser escravos dos portugueses, estava Benedito, que chegou ao Brasil em 1646, com 64 anos, na cidade de Salvador, Bahia, acompanhado de alguns de seus filhos.

Chegando na fazenda "Porto do Sol" em Salvador, Benedito foi designado para ser trabalhador nas lavouras de cana-de-açúcar e na retirada de pau-brasil, apesar da elevada idade.

Um dos grandes presentes que Benedito recebeu desde que chegou no Brasil, foi o conhecimento a respeito de um homem que os portugueses chamavam de Deus e Senhor, chamado Jesus. Benedito amou Jesus desde a primeira vez que viu uma de suas imagens na casa grande da fazenda, depois deste dia nunca mais se sentiu só e desconsolado, pois sentia sempre a presença daquele quem ele havia elegido como Senhor.

Quando estava com aproximadamente 100 anos, já há 36 anos no Brasil, foi vendido para outra fazenda também na Bahia, chamada "3 Marias".

Foi escravo de um homem de seus 30 anos, jovem e de coração duro e rígido, mas que sempre respeitou Benedito desde o primeiro dia que este chegou à fazenda. Com o tempo o senhor foi percebendo os dotes culinários de Benedito, trazendo o velho Benedito para a cozinha da fazenda.

Durante todos estes anos que passou na senzala acompanhado de Joana (Mãe Joana)e seus filhos, João (Pai João da Caridade), José (Pai José), Ritinha, dispensou todo o tempo que tinha para abrandar o coração de centenas de outros escravos da senzala ao qual deu o nome de Aruanda. Falava sempre sobre o consolo que esperaria a todos os escravos após a morte, nos braços de Jesus.

Com isso conseguiu evitar diversas revoltas na senzala Aruanda da fazenda de "3 Marias", por isso todos os escravos respeitavam e amavam muito ao velho Benedito ao qual eles chamavam de "senhor", na língua nagô, "Pai".

Benedito sempre dizia: "senhor é apenas o Senhor Jesus Cristo, que consola todos os desconsolados, pacifica todos os atormentados, amando os odientos, perdoando aqueles que ofendem, unindo os que discordam, dando luz àqueles que vivem nas trevas", incentivava a todos a amarem mais que ser amados, dando mais que recebendo. Desta forma não havia coração que não amolecesse em suas mãos.

Benedito casou-se com uma mulher bem mais nova que ele, chamada Joana, que seria sua companheira por longos anos.

Quando tinha 126 anos nasceu mais um filho ao qual ele deu o nome de Benedito e no ano seguinte nasceu no mesmo ano o filho do dono da fazenda.

Os dois meninos sempre brincaram juntos, Ditinho com sua molequice e o menino Cidinho, filho do dono da fazenda, com sua alegria.

Cidinho passava mais tempo na senzala com os escravos do que na casa grande. Desde o seu nascimento Pai Benedito devotava um carinho muito grande por Cidinho embalando seus sonos, e por várias vezes Cidinho dormia no seu colo ao som de suas histórias na senzala e Pai Benedito o levava para a casa grande.

Quando Ditinho, filho de Pai Benedito, completou 15 anos começou a se envolver com libertação de escravos, trabalhando para livra-los da fazenda.

Quando o dono da fazenda descobriu isto ele mandou que chicoteassem Ditinho até a morte, desta vez Pai Benedito entreviu e pediu para que o dono da fazenda não fizesse aquilo.

- Por favo coronel, em nome de Jesus, não faça isso com o Ditinho. Falou Pai Benedito

- Desta vez foi demais Benedito, eu esperava qualquer coisa desses negros imundos, mas do seu filho... Isso foi um ultraje à minha autoridade, ele vai pagar.

- Por favor, não, faça isso comigo, mas não com ele...

- Seja feita a sua vontade, velho Benedito, mas foi a sua vontade e não a minha!

Os capatazes do coronel agarraram o velho Benedito com 140 anos de idade e subiram uma ladeira até o tronco. Neste momento o Cidinho, o filho do coronel começou a gritar desesperadamente, e o seu pai o segurou, e ele gritava, cada vez mais alto.

Puseram Pai Benedito no tronco e cada chicotada era sentida pela centena de escravos que foram trazidos para aprenderem o que acontece com quem tenta fugir. Dona Joana e Cidinho choravam e gritavam.

O velho coronel não entendia porque seu filho se importava tanto com um escravo, até que Cidinho de tanto gritar, desmaiou, e o coronel pediu para que parassem de bater no velho escravo. Pai Benedito desmaiou sem ter dado sequer um grito.

Pai Benedito foi jogado à beira da praia com ameaças de que, se alguém tentasse fazer algo por ele receberiam o mesmo.

Mas as preces de todos foram ouvidas, alguns jesuítas recolheram a Pai Benedito, que ficou desacordado por 22 dias, sendo tratado com bálsamos e remédios para as chagas que lhe marcavam todo corpo.

O filho de Benedito, Ditinho, foi morto. O filho do coronel depois daquele dia prostrou-se e depois de tomar um coice de um cavalo de raspão, morreu. Na verdade morreu de saudade do Pai Benedito.

A resistência de Pai Benedito era tão grande que conseguiu se recuperar, agradecendo a Deus e ao seu amado Jesus, pela assistência recebida dos jesuítas.

Mas o seu amor e sua humildade marcaram tanto aqueles jesuítas que ele passou a morar com eles, e a partir daí passou a atender as pessoas que pedissem ajuda, aconselhando a todos, até influentes políticos da região que iam constantemente pedir-lhe orientações.

Como os jesuítas não poderiam mais permanecer com ele ali, Pai Benedito passou a morar numa pequena choupana na ponta da praia cedida pelo capitão hereditário da Bahia, com sua terceira e última esposa.

Em 1752, morria de falência múltipla, com 170 anos Pai Benedito de Aruanda, deixando 18 filhos, entre os quais muitos deles tornaram-se espíritos de luz.

Após desencarnar foi recebido pelo espírito daquele a quem tanto serviu, Jesus Cristo, que lhe disse:

- Vem Benedito, agora descansa, que logo mais é hora de trabalhar em favor da humanidade!

Pai Benedito comanda na espiritualidade a falange de Aruanda, que tinha sido um grupo de escravos e agora é um grupo de trabalhadores ex-escravos na espiritualidade, a serviço do próximo
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